Lembranças Gamísticas

Redescobrindo nossa memória gamer!.

WHATAHELL!

Jogos estranhos que você jamais imaginou que existissem.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

I Spit On Your Grave (2011)



Olá a todos, me chamo Cyber Woo e a partir de hoje vou colaborar com RNF a convite dos meus amigos Nesbitt e Tandrilion. E meu post de estréia será uma analise sobre o filme I Spit On Your Grave (2011), remake do filme homônimo de 1978.

A história é bem simples, a romancista Jennifer Hills resolve se isolar em uma cabana no meio do mato para começar um novo romance.

No início tudo vai a mil maravilhas, exceto que pela madrugada alguns moradores resolvem dar as boas vindas no melhor estilo do povo do interior, o que culmina com Jennifer brutalmente espancada e violentada, de uma forma chocante; a violência é enorme, mesmo eu que sou um grande fã de filmes de horror fiquei levemente incomodado.

Então, Jennifer salta de uma ponte para se salvar, o que deixa os estupradores desesperados.


Bem, agora chegamos ao ápice do filme!

A protagonista se recupera e retorna para se vingar, assassinando seus agressores da pior forma possível.

Todas as mortes são surpreendentes e bem elaboradas, quando você pensa que já viu de tudo, o filme te surpreende novamente com as mais cruéis formas de homicídios.


Garanto que depois desse filme, você terá muito medo de sua patroa, sim senhor, muito medo!

Mas Infelizmente a atuação de Sarah Butler (Jennifer Hills) não é a das melhores, o foco fica apenas na violência e na performance de Andrew Howard (Xerife Storch) e Jeff Branson (Johnny), que carregam o filme nas costas.


Doce vingança pode não ser um dos melhores filmes de terror da atualidade ou consegue superar o original, mas consegue manter o nível e não deixa o filme perder o clima em nenhum momento.

Mesmo eu sendo um cara que não gosta de remakes, posso garantir a vocês que ele consegue divertir os amantes de um bom filme de horror.

NOTA: 7/5

sábado, 23 de julho de 2011

10 razões para você NÃO comprar um Nintendo Wii

opinião

1) Gráficos não acompanharam a qualidade dos concorrentes. Apesar do console exibir alguns trabalhos visuais agradáveis, não é possível ver um avanço significativo neste quesito em comparação à geração anterior. Infelizmente a resolução do aparelho se limita à 480p, enquanto que os rivais chegam à 1080p;

2) Ausência de apoio das third parties. Enquanto PS3 e XBox-360 têm apoio maciço das thirds, o Wii recebe lançamentos de maneira esporádica, sobrevivendo, basicamente, das franquias da Nintendo;

3) Jogos caça-níqueis. As empresas, aproveitando-se da febre de vendas do hardware, começaram a lançar ports da geração anterior sem ou com poucas melhorias, buscando lucro rápido;

4) Sensores de movimento pouco aproveitados. A grande sensação, que diferenciava o Wii dos demais em 2006, eram os sensores de movimento, entretanto, a opção foi pouco ou mal utilizada pelas softhouses. Infelizmente, são escassos os games que utilizam o remote de maneira eficiente;

5) Quantidade exagerada de acessórios. Para você jogar todos os estilos presentes na biblioteca do Wii, é necessário adquirir pelo menos: 2 Wii remotes, um controle clássico, um Balance Board (balança), um Motion Plus (dispositivo que aumenta a sensibilidade do remote), um controle de GameCube e um memory card. Além disso o console ainda dispõe de dezenas de periféricos e perfumarias;

wii-familia

6) Rede online burocrática. Enquanto a PSN e principalmente a Live são dinâmicas, a rede online do Wii é travada com os Friend Codes. A Nintendo alegou que tal prática existe para proteger crianças contra a pedofilia, a causa pode até ser nobre, contudo, na prática, o que se vê é um sistema online insatisfatório;

7) Períodos de apagão. O videogame até que recebe bons games, todavia, há alguns períodos do ano (como o de agora), em que os consumidores ficam a ver navios ou contando os dias à espera de algum blockbuster. Parece até que a BigN já está abandonando o suporte ao aparelho;

8) Jogos e acessórios caros;

9) Virtual Console defasado. No começo os lançamentos para o Virtual Console fluíam semanalmente, sempre com bons títulos. Atualmente a biblioteca apresenta-se bastante defasada e com qualidade duvidosa. Os custos de aquisição no Virtual Console também são elevados, haja vista que os jogos de sua prateleira são antigos e já deram sua contribuição para a indústria do divertimento eletrônico;

10) Jogos pouco inspirados. Com exceção das franquias Nintendo e das criativas softhouses independentes, as produtoras tradicionais temem arriscar novas fórmulas, preferindo a mesmice.


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Filmes que gostaríamos de ver!

banner de capa Essa série do RNF estava meio sumida… mas que é morto-vivo sempre volta!!!

Shine

terça-feira, 19 de julho de 2011

Godspell – a Esperança (1973)

banner-godspell copy

"Preparem o caminho do Senhor! Assim anunciava João Batista, soando sua trombeta. Todos os que creram em sua mensagem rumaram à Nova Iorque, onde foram batizados no chafariz da praça central.”
São Mateus, capítulo 3
Opa, tem alguma coisa errada nesta bíblia ai!!! Nova Iorque??!!?? Chafariz???

Imagine a vinda de Cristo em terras americanas nos anos 70. Provavelmente o teor da mensagem cristã não se alteraria, contudo, as parábolas e a própria missão de Jesus seriam adaptadas dentro do pensamento e costumes daquela década. É exatamente isso que o filme Godspell, baseado na bem sucedida peça teatral homônima, escrita por Stephen Schwartz e John-Michael, propõe. Com muito bom humor apresenta uma versão musical e meio hippie do evangelho segundo Mateus.

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Ao relatar a passagem de Emanuel entre os americanos, os autores preferiram dar um enfoque maior nas parábolas, ao invés dos sinais e milagres, numa clara intenção de transmitir mensagens contendo lições de vida, com enfoque no amor, paz e justiça entre os homens.

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É impossível falar desta película sem mencionar a qualidade musical, que é um show de inspiração e não perde o padrão durante os 103 minutos da história. Praticamente todas as trilhas transmitem as passagens bíblicas com muita eficiência e descontração, tanto nos momentos de felicidade quanto nos momentos mais difíceis da vida de Jesus.

O figurino segue a tendência da época, com roupas coloridas e leves nos apóstolos e um visual semelhante a de um mímico, ou até mesmo de um palhacinho, para o Filho de Deus.

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Brincar com a aparência do Messias (ele usa uma camisa do super-homem, por exemplo), bem como, readaptar as famosas parábolas com humor em cenário nova-iorquino pode causar, a princípio, um sentimento de repulsa ao espectador cristão tradicional (Godspell, de fato, causou muita polêmica entre os religiosos após sua estreia no Teatro da Broadway). Entretanto, aquele que se propor a enxergar além de aparências irá perceber que a mensagem bíblica permaneceu intacta e que, ao relatar um Jesus contemporâneo, é possível perceber uma divindade bem diferente daquela figura histórica e inacessível que a religião nos ensinou.

dvd copy

Direção: David Greene

Elenco:
Victor Garber, Katie Hanley, David Haskell, Merrell Jackson, Joanne Jonas, Robin Lamont, Gilmer McCormick, Jeffrey Mylett, Jerry Sroka, Lynne Thigpen e John-Michael Tebelek.

Trecho do filme!

domingo, 17 de julho de 2011

Legend of Mana [PSX]

Legend of Mana 01
Hello Everybody!! Estou aqui em casa com um Play 2, mas como eu não sou tão fã de jogos mais “atuais” comecei a desbravar títulos de Psone e dentre esses, um que merece mais destaque do que os outros… Um rpg/aventura que foi um marco na época do Psone… Legend of Mana…

Eu sei que existem inúmeros “Legends”, e a maioria é de boa fama. Mas esse é uma continuação sem nenhuma ligação direta com a franquia Seiken Densetsu, sendo ele o quarto game da série… O seu gênero é puxado para a exploração do cenário com o foco de batalha ao estilo beat’ em up (estilo próprio e marcante da série).

No inicio você pode escolher o sexo do personagem (cada sexo com um personagem “diferente”), achei isso um lance interessante, que poderia ter sido melhor explorado, onde você tem a possibilidade de jogar a mesma aventura com personagens diferentes… Infelizmente o que diferencia um personagem do outro é apenas sua aparência.
Legend of Mana 02

O números de NPC’s que o jogo dispõe é enorme! Cada missão que você faz você encontra 1 personagem específico para o objetivo que lhe foi dado… há muitas missões e lugares pra se ir… eu acho os sprites deste jogo simplesmente maravilhosos, muito bem feitos mesmo! É por esta, entre outras razões, que digo que esse game é retro… por sua aparência e por seu espirito que nos comove HEHhehe’

Como já dito anteriormente existem inúmeras missões a se fazer. Estes objetivos estão relacionados diretamente com a trama principal da aventura: a árvore de Mana. Conforme o desenrolar da partida, você descobre que o mundo foi dividido por forças desconhecidas e a árvore de Mana perdeu sua força, começando a morrer. Assim, Cabe ao jogador, juntar todas as partes do mundo que foram transformadas em artefatos. Obviamente, após reunir todos os pedaços, a árvore de Mana recobra suas forças.

Legend of Mana 03

Algumas Curiosidades que merecem destaque: Em alguns momentos quando o jogador estiver sendo acompanhado por um NPC em suas missões, um outro jogador poderá controlá-lo, deixando assim o jogo muito mais divertido (e fácil, por que a maquina não faz nada além de roubar XP hehehe). Como um dos seus maiores destaques é sua grande quantidade de personagens, os programadores ainda aproveitaram e incluíram um sistema de pet, onde você pega um ovo e conforme o tempo ele choca, podendo virar um dragão, um coelho, uma ave, entre outros animais que irão te ajudar a derrotar os inimigos.

A evolução do personagem fica definida pela quantidade de cristais que você adquire no final de cada luta… Ah sim, a luta! Já havia me esquecido deste detalhe, as batalhas acontecem no melhor estilo beat’em up, sendo que os equipamentos variam desde espadas, espada de duas mãos, machado e até arco & flecha! Prepare-se para testar um grande arsenal e descobrir qual arma combina mais com você ^^

Minhas considerações finais são as seguintes… JOGUEM AGORA!! Hhhehehe’

10 razões para você NÃO comprar um Playstation 3

opinião

1) Hardware não confiável, pelo menos o do modelo FAT, você joga e fica preocupado a todo momento se o processador vai ou não fritar, de olho nas luzes amarelas da morte (YLOD);

2) 90% das versões multi-plataformas são piores que as do concorrente Xbox-360, tanto em gráficos (PS3 has no anti-aliasing), quanto em frame-rates. E olha que o PS3 foi lançado um ano depois, sendo teoricamente mais moderno que o produto da Microsoft;

3) Jogos e acessórios absurdamente caros;

4) A Sony não inova. A forma de se jogar Playstation é a mesma desde o PSX, inclusive o joystick, praticamente igual; as poucas melhorias aconteceram por conta da adição do rumble pad e dos analógicos (inclusões também copiadas das empresas rivais). Tenho certeza que teremos um modelo idêntico chamado dual-shock 4 na próxima geração e que o console se chamará Playstation 4;

5) O hardware é caríssimo; mesmo porque ele tem mil e uma funções: além de ser um videogame, roda DVD, blue-ray, música, faz cachorro quente; só não imprime dinheiro para pagarmos as doídas parcelas do cartão de crédito, pois tantas "utilidades" acabaram onerando demais o produto final.

ps3 fail

6) Jogos pouco inspirados. Na verdade este é um mal de toda esta geração, mas no Playstation 3 isso se evidencia ainda mais. Os custos de produção de um game atual equipara-se a um filme de Hollywood, logo, as produtoras tradicionais temem arriscar novas fórmulas, preferindo a mesmice. Graças a Deus temos as softhouses independentes para salvar a lavoura.

7) Rede online vulnerável a hackers, que além de prejudicar nossa jogatina santa de cada dia, comprometem nossos dados pessoais como o número do cartão de crédito, por exemplo.

8) Rede online menos eficiente que a do Xbox-360. A PSN sempre é lembrada pelas constantes e inoportunas lags.

9) Modelo SLIM capou a retro-compatibilidade, função que foi uma razões que me fez adquirir um PS3 FAT (que o burro aqui substituiu por um SLIM, após presenciar as malditas luzes amarelas, me obrigando a enfiar meus games de PS2 você sabe aonde).

10) Promessas não cumpridas pela Sony. Cadê os jogos a 120 FPS em 1080p???

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Worms: Open Warfare [Sony PSP]

banner de capa Desenvolvido pela Gamesauce e Team17 Software Limited e lançado pela THQ Inc. em 2006 para PSP (que será analisada aqui) e NDS, Worms: Open Warfare é o retorno da guerra entre os exércitos de minhocas ao velho e bom estilo 2D. Prepara aí a banana de dinamite, seu jetpack e acessa lá, fio!

01 Sim Senhor!

Se você nunca, jamais ouviu ou jogou Worms em sua vida, você não deve ser deste planeta! Worms é um joguete de estratégia baseado em turnos. Você lidera um pequeno exército de minhocas formados por quartetos (não é o fantástico, rá!) contra outra equipe controlada pelo computador ou por um amigo. Worms: Open Warfare abandona os gráficos 3D adotados na versão do PS2 e retorna ao velho estilo tão consagrado.

O primeiro de muitos!

02 O cenário da guerra é em terrenos diferenciados e totalmente destrutíveis. Utilize de todas as armas disponíveis para mandar seu adversário para as cucuias! Minas, mísseis teleguiados, bombardeios aéreos e algumas armas completamente malucas, como por exemplo, a ovelha bomba! Você pode escolher entre batalhas aleatórias ou então aprimorar as suas habilidades no modo single player e sobreviver aos Challenges.

Você me paga!

03 Depois de criar o seu time, colocar os nomes (se quiser) nas suas minhocas combatentes, e o melhor: escolher as falas das minhocas dubladas em português! Show né!?

Mas nem tudo é maravilha nesse game, o problema maior é que em fases avançadas, você enfrenta três equipes ao mesmo tempo, e todas elas te atacam! E isso é uma puta falta de sacanagem, pois são equipes distintas. Isso sem mencionar que existem minhocas NINJAS que te acertam lá na casa do baralho, e na mosca! Então meu amiguinho ó!!! Costinha sabe!!!

04 Tirando esses pontos, Worms: Open Warfare é divertidíssimo, mas se você não tem um PSP ou NDS, não precisa se jogar do viaduto, existem versões para diferenciadas plataformas. Vale a pena, fio!

Nota do Nesbitt: Não estou ainda 100% de volta, mas quem é morto-vivo sempre aparece, né não? =D

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Rei Leão [Super Nes]



Lion King01 
Hello Everybody!! Eu sou o Leonardo Soler (do blog Game Genius) e fui convidado pelo meu amigo Nesbitt para participar do Retro News 4 Ever… Espero que dessa parceria seja lucro para ambos os lados ^^ Falarei mais sobre a era 16 bits (a qual sou apaixonado hehe) e abordarei algumas matérias também sobre assuntos variados… Espero que vocês gostem…

"Hoje a noite, aqui na selva, quem dorme é um leãoooo!!" Com esse trecho de música eu começo este Review do maravilhoso Snes! Simples e objetivo que o levará a nostalgia total... atualmente eu tenho vivido nostalgias... e é por isso que tento passar-lhes essas emoções em forma de texto... sem mais delongas... Quem lembra deste "crácicu" da Disney da década de 90? Eu pelo menos via umas 3 vezes ao dia quando eu tinha uns 4 ou 5 anos...


Eu estava na 5a série (obviamente já havia passado essa mania de ver este filme centenas de vezes), e eu ainda era "fã" sendo que eu já não dava tanta atenção para ele... Um dia fui na casa de um amigo do colégio (gente, eu acho que virei gamer por causa dos amigos kkkkkk')e ele tinha um monte de fitas... Street Fighter 2 Turbo, Mario Kart, Legend of Zelda, e no meio dessas fitas a do Rei Leão estava submersa… pedi emprestado e comecei a jogar... fiquei muitas horas jogando...
Como eu não sou mestre em nada que eu jogo, sempre tenho algum tipo de problema!! Desta vez o problema se chama... Stage 2... isso mesmo que você leu... eu tinha (tenho) problemas para passar da segunda fase deste maravilhoso jogo.

Lion King02 
Eu consigo atravessar o safari inteiro até que chega na parte dos macacos que te jogam por cima da girafa e eu nunca consigo lembrar a ordem que deve ser mexer neles para me jogarem para o lugar certo...eu ficava preso maior tempão, depois de ficar tentando e não conseguir eu voltava e ia de novo... (mas nisso eu perdia muitas vidas, chegando na fase da cachoeira na merda…)
 
Mas apesar de eu ter essas ondas de azar eu não me desanimei e nesses últimos dias eu peguei ele pra jogar… Esperei chegar na segunda fase (com resseios de que eu não consiga passar novamente) e passei sem problemas… Eu me pergunto como consegui ficar preso numa parte que eu passei praticamente fluentemente atualmente…(nunca vi tanto ente numa frase haha’)
 
Mas o nível de dificuldade não é tão elevado assim, ele é um jogo bem equilibrado com fases divertidas que envolve jogo de plataforma e uns minigames também, como por exemplo, o jogo do timão e pumba.

O jogo conta a história de Simba que está "fugindo" de seu reino após a morte de seu pai... e nele você conhecerá os amigos Timão e Pumba... e por aí segue o jogo, quase a mesma história do filme...

Lion King02 
As fases sempre irão fazer referências ao filme... como a primeira fase lembra a pedra do rei, a segunda lembra a música que ele canta logo no inicio do filme, logo depois vem a cachoeira do Timão e Pumba, e por aí vai.... sempre muito bem detalhados e coloridos, deixando o jogo muito parecido com o traçado do filme...

A jogabilidade é bem simples com nada que complique o andar do jogo, ele é um jogo no maior estilo Head Crush (pular na cabeça para matar os inimigos), mas tome cuidado com alguns inimigos que será necessário soltar um rugido para que você possa pular em cima...

Um jogo simplesmente gostoso de ser jogado que nos faz lembrar claramente do filme o qual vimos na sala com a família... ai ai bons tempos ...
Yaaaahaaaaaaaaaaaaaa HAKUNA MATATA

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nell (1994)

nell-banner

Hoje estamos estreando uma nova sessão aqui no blog, onde filmes, ao invés de jogos, serão analisados. Pretendo exprimir minha opinião sobre os mais diversos filmes, desde os mais antigos aos mais novos. Da mesma forma que admiro games, também gosto muito de cinema e não poderia deixar de compartilhar esta paixão com os leitores deste blog. Ah, os meus textos, apesar de não revelarem nenhuma cena em específico, podem conter spoilers, pois objetivam, além de gerar curiosidade, compartilhar minhas percepções e o entendimento que adquiri ao assistir as películas.

educando

O filme de estreia (Nell 1994), narra a história de uma jovem, representada pela excelente atriz Jodie Foster, encontrada por um médico (Liam Neeson) em uma casa na floresta, onde viveu a maior parte do tempo com sua mãe eremita. Afastada do convívio social moderno, a moça expressa hábitos incomuns e dialeto próprio. Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e a pureza da moça, o médico sente-se comprometido a ajudá-la de alguma forma.

Na tentativa de compreender o comportamento praticamente selvagem de Nell, dois especialistas apresentam suas teorias: Paula Olsen, a psicóloga, tenta, a princípio, adequar o comportamento de Nell à algum tipo de patologia mental ou síndrome conhecida, defendendo a necessidade de integração de Nell à sociedade. Já o médico que a encontrou, Jerome Lovell, opta por um método mais intuitivo, procurando relacionar-se e aprender as formas de linguagem da protagonista, levantando a bandeira de que o contato de Nell com o mundo moderno não deveria ser feito de modo abrupto.

jodie

ANÁLISE:

A abordagem mais humana e menos científica de Jerome surte resultado, derrubando todas as teorias de Paula, ficando claro para a psicóloga que sua paciente não apresentava nenhum tipo de anormalidade, pelo contrário, demonstrava satisfação e exprimia uma humanidade sem igual, mesmo em meio a um estilo de vida completamente diferente do usual, contrapondo-se à grande maioria dos homens e mulheres criados ao conforto da eletricidade e das telecomunicações.

 

Trailer do filme.

O conhecimento, que permite o desenvolvimento mental, acontece na relação com os outros, é uma troca de mão dupla, no filme é possível observar que não é só Nell quem aprende, mas muito mais o médico e a psicóloga descobrem coisas novas com Nell.

A desilusão/depressão evidenciada em alguns personagens é sanada praticamente de imediato, como um milagre, em um simples contato com Nell, seja através de uma singela palavra, mesmo que incompreensível, ou na manifestação de um carinho oferecido pela moça.

Mais que uma lição de moral de que a felicidade não está atrelada ao conforto e às ambições contemporâneas, o filme mostra que não era Nell quem mais precisava de ajuda, mas sim as pessoas em sua volta. O papel de Jodie Foster não deve ser encarado como um mero contraste entre a modernidade e a simplicidade, mas sim como um aviso escancarado de que é possível conviver com as diferenças e aprender com elas, numa troca dialética em busca de um caminho melhor, de menos apego à valores efêmeros.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Paraíso dos Arcades

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Como você se tornou um jogador? Qual foi a influência que te levou a fazer parte deste mundo louco, cheio de pixels, polígonos e sons digitais psicodélicos?

Acredito que meu primeiro contato com jogos eletrônicos ocorreu em Matinhos (litoral do Paraná). A cidade poderia ser considerada como um paraíso dos arcades, com estabelecimentos espalhados por todos os lugares. Minha rotina de férias em Matinhos era assim: eu ia pro mar, nadava e brincava até sair murcho, depois me dirigia aos fliperamas, entrava neles só de sunga, pingando água salgada e segurando algum trocado úmido dado pelos meus pais, que me rendia apenas poucos minutos de jogatina.

Tentando cavoucar os primórdios da minha infância, em uma quase-regressão, o pinball “FirePower” da Willians é uma das primeiras recordações que tenho. Ao me colocar sobre um banquinho e pressionar os botões laterais daquela mesa comigo, minha mãe, sem saber, estava me iniciando num modo de vida que me acompanharia daquele dia em diante e que faria parte de mim.

firepower

O fliperama Palmeiras, à princípio, era o meu preferido; lá eu e meu irmão mais velho conhecemos clássicos como Elevator Action, Xevius, Yie-ar Kung Fu, Galaga, Prehistoric Isle, entre tantos outros. Neste mesmo lugar tive contato com uma máquina chamada Bazooka, que exibia uma bazuca bem realista, posicionada na frente da tela, onde soldados e reféns se movimentavam num visual monocromático pra lá de charmoso. Show de bola!

BAZOOKA

Os dois “fliperamas dos árabes” também se destacavam, com máquinas de alto calibre como Renegade, Rygar, Green Beret, Double Dragon e Kung Fu Master. Uma vez o técnico deixou Renegade com uns 50 créditos e saiu, a turminha que presenciou o fato se revezava dividindo os créditos, até que o árabe mor percebeu e acabou com a nossa festa. Este foi o dia em que fechei meu primeiro game num arcade.

O Fliperama conhecido por mim e meus amigos como o "fliperama antigo” tinha por tradição oferecer jogos considerados mais undergrounds, a exemplo de Pit Fighter, Bomb Jack e Gladiator. Não era meu local preferido, apesar de também torrar umas fichas vez ou outra lá.

matinhos

O caçula Astral começou como um mero corredor abarrotado de máquinas que além de cheirar a peido e suor, era quente igual ao inferno. Contudo, cresceu e com o tempo e se tornou um dos melhores lugares pra se divertir na cidade, batendo de frente até com o famoso Palmeiras. Jogava muito lá, principalmente Street Fighter 2 e inesquecíveis títulos do NEOGEO MVS. Astral foi o fliperama derradeiro da cidade, lutou contra a modernidade, numa concorrência desleal com consoles e PC's cada vez mais avançados até meados de 2010, quando o prédio foi, infelizmente, substituído por um outro comércio. Foi assim, desta forma melancólica, que Matinhos enterrou toda uma era.

palmeiras

Os Fliperamas eram points sensacionais que me proporcionaram duradouras amizades, uma pena que estes estabelecimentos estejam em extinção. Os arcades são os responsáveis pela minha paixão por videogames, pois me apresentaram este universo divertido e mágico. Saudades dos velhos tempos em Matinhos, paraíso dos jogos eletrônicos, a cidade era quente, alegre, litorânea e ainda por cima dispunha de um acervo de máquinas extraordinário, superior até ao da capital Curitiba.

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